Allan Kardec

Não há como começar este post sem mencionar  Allan Kardec (Hyppolyte Léon Denizard Rivail).

Kardec define espiritismo como sendo uma filosofia espiritualista. Autor de dois livros tidos como básicos em estudos espirituais, “O livro dos espíritos” e o “Livros dos médiuns”, nos falam sobre a existência da alma e sua evolução até tornar-se um espírito puro, que é o seu destino final.

Nosso corpo físico serve de envoltório da alma. Quando morremos, a alma sobrevive, conservando todas as experiências vivenciadas durante nossa encarnação e, sendo assim, ela se transforma. Durante suas sucessivas encarnações, a alma adquire conhecimentos e atitudes, passando a ser várias almas em uma só e, juntas, constituem o espírito.

Segundo Kardec, os espíritos possuem diversos graus evolutivos e, sendo eles um produto das almas humanas, seus sofrimentos e/ou alegrias são gerados por eles mesmos. Os espíritos são os seus próprios juízes e vivem tudo o que nós vivemos, ou seja, eles formam o nosso mundo, assim como formamos os deles.

 

          Existe vida após a morte?

 

desencarne

 

 

A morte faz parte da vida. Não há como escapar. Em todo o mundo, existem várias perspectivas para o que acontece depois da morte física.

 

* No antigo Egito, a morte é considerada um nascimento.

* Na Índia, a reencarnação representa um fato.

* Na verdade, a ideia de que existe a reencarnação é muito antigo, representa um eterno ciclo e foi a base das antigas religiões (celtas, maias).

A reencarnação foi um conceito da Igreja Católica, banido no ano de 533 a.C. durante o 2º Concílio de Constantinopla, quando passou a ser usado o conceito da ressurreição.

 

Para aceitarmos a reencarnação, devemos acreditar em alguns conceitos:

 

* Que a alma possui autonomia.

* Que existe um lugar onde a alma pode continuar a sua evolução, ainda que não esteja encarnada.

* Que escolhemos o nosso corpo físico ainda antes da encarnação.

* Que nada do que vivenciamos é esquecido por nossa alma.

* Que temos missões pré-determinadas a cumprir.

* Que somos submetidos a diversas provas antes de evoluir.

 

Karma:

São as nossas missões sagradas que devemos cumprir. Representa os atos cometidos nesta vida e nas anteriores.

O estudioso do Hinduísmo, Jean Herbert, escreveu: “Segundo a Lei do Karma, tudo o que nos afeta hoje, para o bem ou para o mal, é o produto de um encaminhamento de causas das quais fomos mais ou menos responsáveis, um encadeamento que começou mesmo antes de nosso nascimento nesta vida. E, assim, tudo aquilo que fazemos hoje terá suas consequências, seja nesta vida, seja em uma ou em várias vidas futuras”.

 

É o que condicionará nossas futuras encarnações. É a avaliação do bem e do mal que realizamos durante cada uma de nossas vidas, quando seremos ou não gratificados.

 

Dharma:

Representa nosso dever espiritual. Se refere ao exercício de nossas tarefas espirituais e, também, aos ensinamentos de Buda. Alguns autores o associam com  as boas ações que praticamos, como se fosse o “crédito” que iremos levar quando desencarnarmos.

Muito bom saber disso tudo! Que tal começarmos a vigiar um pouquinho tudo o que fazemos? Até!